segunda-feira, 29 de junho de 2009

você sabe o que é motivação?

Já ouvi tanta coisa errada sobre motivação que fico muito aliviada e feliz quando vejo alguém tratar desse tema de forma correta. É o caso de um artigo de Carlos Hilsdorf, publicado no livro Gigantes da motivação, que foi lançado pelo selo Landscape/VendaMais. Compartilho, a seguir, um trecho dessa obra, acompanhe!

A verdadeira motivação nasce quando você encontra seu papel diante da vida. Jamais a confunda com injeção de ânimo, já que isso equivale a dar uma força, um “empurrãozinho” e dizer a você que algo é possível. É o que faz geralmente a autoajuda. Entenda injeção de ânimo como qualquer situação provocada pela vida, seja a palavra de um amigo, uma experiência ou um livro que possa ser resumido na frase: “Vá em frente, você é capaz e seus sonhos podem ser realizados!” – isso é tudo que a injeção de ânimo fará por você. Ela é breve como um piscar de olhos e não tem poder, é passageira e está longe de ser a verdadeira motivação.

De modo algum confunda motivação com entusiasmo, pois também são sentimentos diferentes. Entusiasmo é uma palavra de origem grega que significa Deus dentro de si e, em português, as pessoas a usam como sinônimo de empolgação e euforia, o que é um erro gravíssimo. Empolgação e euforia são fenômenos passageiros e muito pequenos quando comparados ao entusiasmo. Nada de grande na vida é realizado com base na euforia, porém grandes erros são cometidos devido a ela.

O entusiasmo significa o estado especial de espírito em que você manifesta a presença divina em si próprio. Ele é a luz do Criador refletida no espelho de sua alma e que ilumina tudo ao seu redor. É o principal pré-requisito para a verdadeira motivação, é a manifestação íntima de nossa capacidade de nos maravilharmos diante da vida. No entanto, não adianta estarmos apenas encantados com a vida, precisamos agir para colaborar efetivamente com a melhoria contínua do mundo em que vivemos. Aí está a verdadeira motivação.

Assim, entenda motivação como o conjunto de razões que o levam a agir, as causas pelas quais você se mobiliza. Observe que o sentido de sua vida passa por dois caminhos: sua evolução espiritual (independentemente da opção religiosa) e a contribuição efetiva que dará à sua vida, o legado que deixará com sua passagem pelo mundo. Busque exteriorizar suas qualidades, ser uma pessoa de valor é mais importante que ser um indivíduo de sucesso, pois o verdadeiro sucesso é a consequência de uma vida de valor.

Como já disse, o texto acima é parte do artigo Descubra sua verdadeira motivação, publicado no livro Gigantes da motivação, que reúne as dicas e conselhos dos 25 maiores nomes em motivação no Brasil. A coordenação foi feita por Raúl Candeloro, especialista no assunto, com o compromisso de esclarecer dúvidas e despertar a força propulsora capaz de impulsionar para as ações do dia a dia. Acesse aqui e compre agora mesmo o livro Gigantes da motivação.

Fonte: Revista Motivação

quarta-feira, 17 de junho de 2009

Nirvana: significados

(Dic. Aurélio): Se você consultar o Aurélio - que é sinônimo de dicionário - vai encontrar: "no budismo, estado de ausência total de sofrimento, paz e plenitude a que se chega por uma evasão de si que é a realização da sabedoria"

(Wikipedia): No Budismo, Nirvana (traduzido do sânscrito, pali e chinês: Nie4 Pan2 = (涅槃), literalmente "extinção", é o culminar da busca budista pela libertação. De acordo com a concepção budista, o Nirvana seria uma superação do apego aos sentidos e da ignorância e a superação da existência, que é pura ilusão.
Siddhartha Gautama, o Buda, descreveu o Budismo como uma jangada que, após atravessar um rio, permite ao passageiro alcançar o Nirvana. O Hinduísmo também usa Nirvana como um sinônimo para suas idéias de moksha e fala-se a respeito em vários textos hindus tântricos, bem como na Bhagavad Gita. Os conceitos hindus e budistas de Nirvana "não devem ser considerados equivalentes".
É o ápice, ou seja, é o ponto mais alto de meditação, no qual, acreditam seus praticantes, o espírito se liberta do corpo temporariamente. Alcançar o Nirvana é como dissolver o ego, deixar de existir como uma entidade separada do resto do mundo e com isso quebrar a roda do carma, interrompendo o processo de contínuos renascimentos.

(Sânscrito): Esta palavra – nirvana – é uma belíssima palavra comumente utilizada, tal como é, em duas religiões: uma é o Hinduismo e a outra é o Budismo.

A tradução corrente de nirvana é iluminação ou libertação. Esta palavra é formada pelo prefixo ni e pelo sufixo vana. Ni significa ‘livre de’, ‘apartado de’, ‘ausência de’. Então ni é um prefixo que sugere negação, ausência.

Vana tem muitos significados e por isto a palavra nirvana terá múltiplos significados. O primeiro significado de vana é maré. Seja no rio, no lago ou no oceano, há maré alta e maré baixa. Com a variação das fases da lua – lua cheia ou lua nova – haverá maré alta ou maré baixa. Então um significado de vana é maré.

Vana significa maré, onda. E nirvana significa ausência de maré, ausência de onda, estado de tranqüilidade, calmaria e paz, livre de marés.

O segundo significado de vana é flecha. O arqueiro com sua flecha mira seu objetivo. Aquele que domina a arte de manobrar arco e flecha e deseja acertar o alvo, mantém muitas flechas guardadas em sua aljava e uma flecha em sua mão. Então vemos que o segundo significado de vana é flecha. Em nossa vida pessoal, um pensamento pode ser uma flecha. Se eu gosto de alguém me expresso com palavras agradáveis, como por exemplo ‘eu te amo’. A palavra pode ser uma flecha quando ela machuca outra pessoa. Então o pensamento, a palavra, a fala pode ser uma flecha.

Nirvana é o estado de silêncio interior. Sem pensamento e sem fala.

O terceiro significado de vana: respiração. Inspiração é vana. Expiração é vana. Nirvana significa livre de respiração. Anteriormente eu não era consciente do valor da respiração. Recordem-se de que em nossa vida a respiração é tudo o que há de mais valioso. Estejam resolutos a este respeito. Se existe em nossa vida algo que seja realmente valioso, isto é a respiração. Gurudev dizia “A respiração é sua vida. A respiração é sua beleza. A respiração é sua força. A respiração é o poder da sua mente. A respiração é sua atividade.” A respiração pode lhe trazer agitação e pode lhe trazer tranqüilidade e paz. E o que é esta respiração? Esta é a respiração de Deus. Sem a respiração você não tem nada.

Então vana significa respiração e nirvana significa ausência de respiração. Este é um estado de meditação profunda quando não há a respiração, onde existe completa tranqüilidade, onde o corpo, a respiração e a mente estão descansando.

O quarto e mais comum significado de vana é libertação ou liberdade.

(Na prática Budista): Buda pregava a igualdade de todas as castas ante a religião, pregava a metempsicose, a caridade, a renúncia a todas as paixões, o aniquilamento de todos os desejos para se poder chegar a tranquilidade absoluta – o nirvana.

Ele fala do Nirvana, que é uma palavra que é usada em todas as línguas nos dias de hoje, mas ninguém sabe o que significa. A palavra é muito simples. Significa expirar, apagar – como apagar uma vela. Muito simples! O Buda apenas usava palavras simples, mas mesmo assim elas foram totalmente mal compreendidas, porque geralmente ela é traduzida como extinção do desejo. Correto? Não significa de modo algum isto.

No tempo do Buda, a palavra nirvana, apagar, significava simplesmente isto: apagar. Mas havia uma grande diferença. De acordo com a ciência e a filosofia do Vedanta, quando você apaga uma chama, como em uma vela ou em uma lâmpada de óleo, você diz que a chama ficou livre. Quando você acende uma vela, você captura a chama, como se a colocasse numa gaiola. Então, em “nossa” idéia de apagar uma vela nós dizemos “extinguir” ou “matar”; mas, na época do Buda, apagar uma chama significava libertá-la. Da mesma forma como seu “bolo”; coisas completamente diferentes!

Então, o Buda nunca disse algo como matar os seus desejos; ele falava da libertação ou liberdade deste apego ao “eu quero” ou “eu não quero”. Quando você abandona isso, então a sua vida entra num equilíbrio. Aí, então, você está completamente livre. Este é um ensinamento maravilhoso, porque ele é prático e você pode vê-lo em sua própria vida.

Se você sempre está no momento, você não pode sofrer, você está livre para ir para o próximo momento, livre para seguir para o próximo momento, sempre totalmente livre, sem estar preso no “eu quero” ou “eu não quero”. E é isso que o Buda ensinava. Ele, então, nos deu o Caminho Óctuplo como uma forma de alcançar isso. Da mesma forma como as pessoas dizem hoje: “Como eu posso levar esta prática para a minha vida?”, o Buda nos deu a resposta. É o Caminho Óctuplo: A Compreensão Correta, o Pensamento Correto, a Linguagem Correta, a Ação Correta, os Meios de Vida Correto, o Esforço Correto, a Vigilância Correta, a Concentração Correta. Mas cuidado com a palavra “correto”, porque “correto” implica que há um “errado”, e o Buda não usava a palavra desta forma; o Buda não falava desde um ponto de vista dualista.

Uma palavra melhor do que “correto” é “apropriado”. Linguagem Apropriada, Pensamento Apropriado, Compreensão Apropriada, etc. Vamos, então, apenas examinar um desses fatores, utilizando a palavra “apropriada” ao invés de “correta”. Linguagem Apropriada significa não falar mal de uma outra pessoa, não utilizar palavras para se mostrar, não utilizar palavras para sugerir algo que não é correto. Há muitos exemplos em suas vidas. Simplesmente falar demais é uma linguagem inapropriada. Podemos falar que ler demais também é uma linguagem inapropriada, ou ver televisão demais também seria linguagem inapropriada.

O que o Buda quis fazer ao ensinar sobre essas várias ações não apropriadas foi nos dar um instrumento para examinarmos as nossas próprias vidas. O que significa “apropriado” em termos de nossa vida? Significa Linguagem, Ação e Pensamento que nos ajudam a nos livrarmos de nosso desequilíbrio, de nosso dukkha.

O Caminho Óctuplo usado apropriadamente irá nos ajudar a colocar a nossa vida em equilíbrio. Isso não é algum ensinamento esotérico, nem aquilo que freqüentemente acontece no ensinamento mal compreendido sobre o que o Buda ensinou.

Interior

Por Paramahamsa Prajnanananda

Vamos fechar os olhos e calmamente nos concentrar em nosso interior. A cada momento, em cada respiração, veja, observe a partir de seu interior: ‘Quem sou eu?’ O auto-questionamento é a auto-realização. A cada respiração, a cada momento estejamos calmos e com amor. Na quietude da mente e na tranqüilidade da respiração encontre a resposta para ‘Quem sou eu?’

Com profundo amor e devoção pensemos em nosso amado Gurudev, Baba Hariharananda. Pensemos em todas as encarnações divinas: Krishna, Cristo, todos eles. Deixemos que as bênçãos de Deus estejam sobre todos nós. Om Amém!